domingo, 4 de setembro de 2011

O REENCONTRO


        Com tudo que estava acontecendo, com tantas idas e vindas do hospital, meus tios e tias (irmãos da mãe), ficaram com o coração apertado e decidiram que teriam que vir visita-la urgentemente, as notícias que estavam chegando para eles não eram boas.

        Decidiram que todas sem exceções teriam que vir, mas uma viagem rápida tinha que ser de avião, pois de ônibus demoraria 3 dias para eles chegarem, e não tínhamos certeza se eles teriam esse tempo. O jeito foi meus dois Tios bancarem a viagem (Marcos e Moacir). A única das irmãs que estava aqui era tia Bebel.

        Quando embarcaram e nós ficamos sabendo a mãe ficou feliz, acredito que também aconteceu uma mistura de emoções em seu coração, pois isso tudo era inédito, irmão que fazia anos que não via estava a caminho. Ela sabia que sua vida estava por um fio, e todos estava vindo para vê-la pela última vez.

        Chegaram de manhã, naquele dia o sol brilhava forte... Olhar para aqueles rostos novamente depois de tanto tempo foi muito bom, não só para mim; a mãe começou a chorar, foram poucas as vezes que eu vi isso acontecer. O reencontro trouxe alegria, seu sorriso ficou exposto por todo o dia.

        Diferentes da gente que estava vendo todos bem de saúde, eles se espantaram com a imagem que viram da mãe. Alguns não conseguiram olha-la fixamente de imediato, foram buscar refúgio em outro ambiente da casa. Os encontrei com os olhos vermelhos e lagrimas escorrendo em suas bochechas.

        Estava tão feliz por revê-los assim como a mãe que tinha esquecido que a imagem que eles tinham na mente dela era de uma pessoa de 1,64m pesando seus 65 kg. Naquela época ela estava pesando 55 kg. Esse peso estava praticamente concentrado na barriga e nos ossos que ela carregava.

        Os tios e tias ficaram com ela mais ou menos duas semanas.   

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