sábado, 15 de setembro de 2012

PREOCUPAÇÃO DE MÃE!


Você se lembra de quando você caia e se machucava e sua mãe vinha correndo ver se estava tudo bem?
Eu me lembro de várias ocasiões neste estilo, eu aprontava muito, então ficar com marcas era normal. A gente cresce e muda, mas as mães continuam as mesmas, a mudança só ocorre dentro de nós, um dia somos crianças, no outro adolescente e quando você menos espera nos tornamos adultos, daí para frente é que a coisa pega, pois não temos o colinho de mãe toda hora, precisamos lidar com nossas dificuldades, nossos tombos sozinhos, não que as mães não queiram ajudar, elas sempre vão estar dispostas a nos consolar, mas chega uma hora que você precisa "puxar as rédeas", você precisa conduzir sua vida.
Foi mais ou menos isso que aconteceu comigo. Eu trabalhava em um pequeno bazar perto da casa da minha mãe, fazia um bico para poder pagar a faculdade, era cedo e eu ainda estava colocando os jornais para fora. O dia estava bem ensolarado e prometia ser bem produtivo, isso queria dizer que eu poderia fazer meus trabalhos da faculdade sem nenhum problema. Deixa-me explicar melhor, a minha função neste estabelecimento era cuidar da organização da loja e atender os clientes, só que estamos falando de um bazar que não tinha muito movimento. Assim eu poderia usar meu tempo com outras coisas. Eu não poderia deixar de falar que minha chefe era pouca coisa mais nova do que eu.

Eu ficava sozinha a maior parte do tempo, até minha mãe levar meu almoço, só que neste dia o relógio não tinha marcado nem oito horas e minha mãe apareceu na porta da loja, ela estava com uma aparência estranha e muito cansada, eu fiquei preocupada com o estado físico dela. O rosto dela era de susto.
- Oi mãe, tudo bem? Você parece cansada?
-Tudo, é que subi muito rápido. – Depois de ter ido até o banheiro e verificar se eu estava sozinha.
- O que foi mãe. Porque você esta olhando ai dentro? – Não estava entendendo nada.
- É que a lojinha do lado de casa foi assaltada de novo e prenderam a senhora no banheiro, eles levaram à chave, ela ficou gritando lá dentro até o cabeleireiro ouvir e tira-la de lá. Eles bateram nela com a arma. Quando fiquei sabendo eu corri para cá porque eles estavam assaltando todos os bazares da redondeza e eu fiquei preocupada com você, imagina se te prende ai dentro – Apontando para o banheiro - e ninguém aparece para tirar você, o borracheiro nunca iria te ouvir. – Terminando de falar já mais calma.
- E você aqui eles não iriam me assaltar né? – Falei rindo, pois ela não iria me ajudar estando lá na hora do assalto, a única coisa que iria acontecer era eles prenderem nós duas no banheiro.
- Mudaria muito mãe, seríamos nós duas gritando por socorro.
Ela abriu um sorriso, mas ela ainda continuava preocupada; ela falou que só iria embora depois de ter certeza que eu estava em segurança. Eu concordei, pois no fundo fiquei morrendo de medo de ser assaltada e pressa no banheiro.
Aquele dia ela não queria me deixar sozinha, foi preciso falar que estava tudo bem e que eu iria esconder uma copia da chave dentro do banheiro, assim pelo menos não iria ficar trancada lá caso acontecesse alguma coisa. Essa opção de consolo não foi uma boa escolha. Ela achou melhor eu ficar na porta mais atenta a tudo e todos, assim eu fiz e aquele dia parecia não ter fim. O importante, não fui assaltada naquele dia e minha mãe passou a me ligar algumas vezes para saber se estava tudo bem.

2 comentários:

  1. É mãe é mãe mesmo,fazemos o possível e o impossível,por nossos filhos seja na idade que for...........e isso fica na recordação para sempre nossa e deles.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É tão saboroso lembrar de dias assim. Obrigada pela visita.
      :)

      Excluir