quinta-feira, 18 de outubro de 2012

DUAS VERSÕES PARA UMA MESMA HISTÓRIA - PARTE 1



Os momentos que se seguem foram narrados por mim e pelo meu primo Wanderson, filho da tia Izabel. Duas versões de uma mesma história. Como a história é longa e intensa, vou dividi-la em quatro partes. Será postado a primeira parte hoje, dia 18/10, uma dia 19/10, outra dia 20/10 e finalmente a última postagem sobre essa história dia 21/10.
A primeira e segunda parte será a história contada pelo meu primo, como tudo aconteceu em Ji-Paraná - RO. A terceira e quarta parte será minhas memórias, aqui em Campinas- SP. 



  “Tudo começou na manhã de 18 de outubro. fui acordado por volta das 06h10min da manhã, pela minha mãe, preferiria ter continuado dormindo, porque os momentos que se seguiram foram angustiantes. Tudo ocorreu em minutos, mas foi como se tivesse durado anos.
Minha mãe me acordou aos gritos, parecia que eu estava em um pesadelo, mas foi à história da vida real mais forte que presenciei. Ela falava “a tua avó esta morrendo, corre para ver”, essa foram às palavras que minha mãe dirigiu a mim em pranto. Nunca levantei tão rápido na minha vida, corri para a casa dos fundos, onde minha avó dormia com minha mãe. A cena que vi, tenho certeza nunca vou esquecer, é como se fosse uma cicatriz bem profunda, entrei no quarto dela, minha avó estava deitada com os olhos aberto e boca aberta. Presenciei seus últimos suspiros por segundo, fiquei em choque sem saber o que fazer...
Nesse momento minha mãe entrava novamente no quarto, já com meu irmão, Welingthon, e ela gritava “a mãe esta morrendo”, então pedi para meu irmão ligar para os bombeiros, para eles virem com a ambulância, já que nossa casa era um pouco longe do hospital e do batalhão. Senti que eu tinha que fazer algo, foi então que me lembrei das aulas de primeiros socorros que tive no clube de Desbravadores, jamais pensei que um dia iria ter que colocar em prática, ainda mais na minha avó, eu olhei a pulsação dela, estava muito fraca, a respiração também, as mãos estavam geladas, o suor era frio e seu rosto estava pálido. Era um ataque cardíaco...  Ela abriu os olhos e olhou para mim, perguntei para ela, “vó o que você esta sentido?”, Ela já não conseguiu responder, estava toda torta na cama, de repente ela fechou os olhos e a respiração parou. Arrumei-a na cama e comecei a fazer massagem cardíaca, mais não estava dando certo, pois estava em cima do colchão e ela afundava quando pressionava. Então a peguei e coloquei no chão e comecei a fazer novamente a massagem, a prótese dentaria dela começo a atrapalhar, então tirei e continuei.
Nesse momento meu irmão tinha ido para frente de casa para ver se os bombeiros haviam chegado. Lembro que nesse momento minha mãe gritava pelo quintal de casa, que sua mãe estava morrendo, então enquanto eu fazia a massagem ouvia tudo isso. Mesmo neste estado emocional minha mãe começou a ligar para as irmãs e irmãos anunciando o que estava acontecendo. A vizinha acordou, devido ao barulho, como nosso quintal era cercado de balaustra a vizinha chegou perto da cerca e perguntou, “Izabel o que está acontecendo?”, ela responde entre lágrimas, “Miriam... A mãe está... Morrendo”.
Eu continuei a fazer as massagens, pois sabia que os momentos a seguir eram cruciais, sabia que a vida de minha avó dependia dos primeiros socorros, pois quando uma pessoa sofre um ataque cardíaco os minutos que antecedem ao hospital são vitais. (Vale ressaltar aqui que no dia anterior minha avó esteve no hospital, pois estava com um mal estar ou algo parecido. E tudo leva a crer que aplicaram um remédio, que não era para ter aplicado nela. Daquele momento em diante, o mal estar só foi piorando. Ela logo foi dormir, e de madrugada passou mal). Depois de algumas massagens, ela abriu os olhos novamente, senti que o coração dela tinha começado a bater. Parei e chamei “vó olha para mim?”, ela olhou. Abriu a boca e tentou falar algo para mim, mas não conseguiu. Fechou a boca e os olhos. O coração tinha parado de bater, novamente comecei a massagem, por mais alguns minutos nada de resposta, depois de certo tempo ela abriu os olhos mais a boca já estava toda torta. Parei, pois senti que o coração dela tinha voltado a bater, mas não duraram 10 segundos e parou tudo de novo.
Nesse momento, como num piscar de olhos, vi minha mãe gritando pelo quintal. Já estava exausto. Corri rapidamente para o banheiro e olhei pela janelinha, vi meu irmão acenando, a ambulância estava chegando, o nosso socorro. Voltei para o quarto e continuei novamente fazendo a massagem

CONTINUA......................................................................................... Amanhã.

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