domingo, 21 de outubro de 2012

DUAS VERSÕES PARA UMA MESMA HISTÓRIA: UMA PEQUENA CARTA - FINAL

(Esse post encerra a sequencia da história da minha avó Francisca, acredito que ainda irei escrever mais sobre o assunto, mais por enquanto é isso que tinha preparado).

Um dia perto do meu casamento, isso era em 2007, minha tia Izabel estava sentada de frente comigo, na mesa da cozinha, aqui em campinas. Ela escrevia nossos telefones, em um caderno pequeno. Assim que ela terminou, pequei o caderno na mão e comecei a folhear.  Achei uma parte que estava escrito, como se fosse uma carta, achei tudo tão inspirador que copiei. Claro eu pedi para ela, antes de transcrever. Na época nem fazia ideia que poderia colocar em um blog, copiei simplesmente para ter aquelas palavras comigo, nos meus arquivos. Nós guardamos não só no coração, mas também em objeto, papel, coisas que podemos tocar, de pessoas que a amamos. O que estava escrito naquela folha era assim:

DIA 18 DE OUTUBRO DE 2007, ÁS 6 HORAS.
Dia que perdi a minha mãe foi um dia muito triste para mim. O mundo desabou, a minha vida mudou. Porque ela era minha companheira.
Os planos foram tudo por água a baixo (minha avó deveria vir para meu casamento, ela estava esperando por isso). Mais o que ainda me da o conforto é que a palavra de Deus diz: “Que o homem pode fazer planos, mas a resposta certa vem dos lábios do Senhor”.
Uma coisa eu sei que o Senhor colocou a minha mãe para dormir e muito em breve irei revê-la, porque se eu já almejava o céu, agora almejo muito mais. (Grifo meu).
Izabel Machado Candido

Nesta mesma folha tinha um adesivo com a seguinte descrição: “Deus é minha âncora!”.
Tia Izabel e eu
A partir daquele momento entendi o que tinha ajudado minha tia a superar a dor. Ela tinha um amigo, o mesmo da minha mãe, ela tinha DEUS pra todas as horas. 

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