quarta-feira, 28 de novembro de 2012

MEU PRESENTE - AMIGO SECRETO DE BLOGUEIROS



Oi pessoal, chegou o meu dia de abrir meu presente do AMIGO SECRETO DE BLOGUEIROS. 
Fiquei muito feliz em pegar o papel pardo na mão e saber que tinha um presentinho, um livro que eu tanto quero, ali dentro. Depois que abri fiquei muito empolgada com todos os mimos, veio livrinho para o Lucas (O Rei Leão), tatto de unha, marcadores, calendário, uma cartinha de próprio punho... Fiquei muito feliz. Estou amando esse amigo secreto. 
Fiz o vídeo como combinado... 

video


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

PRESENTE DE DEUS - LUCAS


"Mas os que confiam no SENHOR recebem sempre novas forças. Voam nas alturas como águias, correm e não perdem as forças, andam e não se cansam". Isaías 40: 31 (NTLH).



Faz um tempinho  que mencionei aqui que meu lindo bebê não tem rins policísticos. Fizemos o exame quando ele ainda estava na minha barriga. Eu acreditei no começo, acreditei que ele não tinha, pois era um presente de Deus para mim e para minha família, consegui engravidar rápido, demorou só 3 meses de tentativa, e quando fiz o primeiro exame para ver como ele estava, descobri que tinha ovários policísticos.  Isso dificultaria ficar grávida. Mas consegui. Os médicos falavam que eu era uma bomba relógio, e tive que passar por vários médicos até um aceitar cuidar da minha gravidez. 
A cada consulta o médico falava se o bebê conseguisse passar dos 7 meses seria um milagre. Eu morria de medo de perder o Lucas, de ele nascer antes do tempo e precisar ficar no hospital. Quando passamos pelo 7 meses eu dei glorias a Deus. Pronto. Estava chegando a hora do parto e o medo só aumentava, tinha medo de ficar em coma e não ver meu filho nas primeiras horas de vida fora do útero. Por causa dos rins policísticos eu sou hipertensa, e na gravidez tomava vários remédios para manter minha pressão pelo menos 14 por 9.  
Para ajudar a melhorar o meu medo, assisti um mês antes do Lucas nascer um episódio do seriado Grey's Anatomy, onde a paciente tinha pressão alta e ninguém conseguia fazer baixar, ela teve pré-eclâmpsia e tiveram que tirar o bebê antes dele morrer no útero, só que isso faria a paciente, no caso a mãe do bebê, morrer. A decisão foi pelo bebê, pois a mãe iria ficar vegetando se vivesse. IMAGINA minha reação no final do episódio? Eu tinha que assistir logo esse? 
O Diogo assistiu a metade comigo e ficou muito bravo comigo. Assistir esse episodio não me ajudou em nada, fiquei com mais medo ainda de morrer. 
O grande dia chegou e passou tudo bem, minha pressão ficou estável,  mas estava muito tensa, só relaxei quando trouxeram meu bebê, e eu vi seu lindo rosto, chorei e fiquei tranquila por ele ser tão lindinho e estar bem. 
Os meses foram passando. Esse mês o médico dele pediu para refazer aquele exame dos rins, para confirmar. Que medo. Até então ele não tinha nada de errado nos rins. Deus tinha me dado um presente. Mas como minha fé chega a ser menor do que um grão de mostarda, fui temerosa fazer o exame. Quando a médica focalizou os rins dele, cheguei até ver algumas bolhas, mas depois lembrei das estruturas do rins e fiquei na dúvida se era bolha ou as pirâmides medular. Desviei o olhar e voltei a ver a imagem na tela, MEU FILHO é sim um milagre de Deus, ele é meu PRESENTE. Nunca tinha visto um rins normal na tela, todos que eu acompanhei era bichado, da para ver tudo certinho, as pirâmides, o córtex e a pelve renal, fiquei maravilhada. 
Resolvi perguntar para a médica para ter a certeza, "Ele tem rins policísticos?", mesmo vendo a imagem perfeita, tive medo da resposta. "Não, ele não tem". Uhullllllllllllllllllllllll
Meu filho se livrou, ele pode fazer qualquer exercício físico. Ele não herdou a herança genética. 
Obrigada meu Deus, por sempre prover o que eu preciso, por sempre mostrar seu amor por mim, por guiar meus passos, mesmo eu não merecendo. Obrigada e me perdoe por ter uma fé tão pequena.  
"O SENHOR Deus me disse: "Eu lhe ensinarei por onde você deve ir; eu vou guiá-lo e orientá-lo"". Salmos 32: 8 (NTLH).  

sábado, 24 de novembro de 2012

PERGUNTINHA MALEDITA


Você acorda e o dia esta lindo, o sol brilha e sua casa fica irradiada. Junto vem a vontade de deixar tudo pronto antes de sair. Dar banho no Lucas, arrumar a papinha, deixar a casa arrumadinha, fazer as unhas, pois iria ficar a tarde fora, e quando chegasse ainda teria uma seção de filme para ir.
Meu compromisso não era uma coisa que se fica esperando o dia chegar, por isso quem sempre me lembra de que o tal dia chegou é meu telefone, sempre recebo uma ligação antes para confirmar minha MARAVILHOSA CONSULTA.
Ó Céus, ó mar, ó terra...
Mesmo sendo um exame de rotina, eu estava tranquila, pois estou bem e sem nenhuma dor. Isso é sinal de saúde certo?
Fui toda tranquila, com minha unha pintada e toda, toda. Sempre olhando no relógio para dar a hora de assistir aquele filme tão, tão esperado.  Além do mais eu estava saindo de casa sozinha, coisa que não faço muito.
Toda essa áurea de felicidade e tranquilidade, acabou na hora que pisei no hospital. Esse ambiente sempre me faz ter lembranças ruins e sentimento de perda. Tudo já tinha mudado, minha unha estava com aparência de velha, minha roupa me incomodava, pois o calor estava intenso.  O povo do meu lado estava com cara de velório e para ajudar lembrei que eu ainda estava de jejum por 9 horas.
Neste dia eu iria fazer dois tipos de exames, laboratórias e um ultrassom das vias urinaria.  O jejum era para os exames de sangue, mais a donzela não especificou no papel que eu teria que fazer esse exame de manhã. Resumindo fiquei  com fome a toa. Bom agora era esperar a boa vontade da médica, e esperar minha vez de fazer o ultrassom. Sentei pensando que iria terminar o livro até ser chamada, mas foi até rápido.
Quando entrei na sala, aconteceu a formalidade de sempre e eu deitei para esperar o veredito.  Quando a médica colocou o aparelho no meu rim, ela olhou para mim, mas não falou nada. Depois de várias olhadas e medidas ela, finalmente faz a PERGUNTINHA MALEDITA: “Você já faz hemodiálise?”.  Na hora olhei para a tela da TV para ver como estava meu rim, porque deveria estar muito feio para ela fazer essa pergunta.  Um desespero e uma vontade enorme de chorar fez meu olho encher de lágrima.  Finalmente respondi: “NÃO”.
Eu tenho rins policísticos, eu já sabia disso, minha mãe tinha, minha tia têm e faz hemodiálise, só que ela tem 46 anos e eu só tenho 23 anos. Desespero total.
PRONTO. Esqueci totalmente o que iria fazer depois do exame, minha cabeça só conseguia pensar nos resultado dos exames laboratórias  pois é através deles que sei como meus rins estão funcionando. Já vim pensando como seria fazer hemodiálise e se iria conseguir realizar os planos que tenho para minha vida. Tudo isso por causa de uma perguntinha maledita, a médica poderia só esta curiosa e a pergunta pode ter sido sem intenção, ou não, poderia ser fria e falar para mim que meu rim estava um bagaço e meu futuro próximo seria hemodiálise, assim sem nenhum preparo psicológico.
PRONTO. Á merda esta feita na minha mente. E agora como controlar meus pensamentos? Será que ela tem outra pergunta para sarar o que ela fez?  Se ela tinha eu não quis perguntar, o medo tomou conta de mim e o máximo que fiz foi dar tchau, quando o exame acabou.
Desta fez vou esperar a minha médica falar se chegou a hora ou não. O jeito é ficar aqui dominada pelo medo. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

UMA CARTA PARA VOCÊ... MÃE!



Mãe?
Eu encontrei um bilhete que fiz para a senhora lá no hospital.  Lembra?!

“Oie...
Mamãe. Cheguei e a senhora não estava. Fiquei assustada. Mas me informaram que a senhora estava fazendo exames.
Estou com saudades da minha querida mamãe, melhora logo tá. Trouxe para a senhora escondido docinho de leite e chicletes.
Você é muito especial para mim e minha melhora amiga, você sabe disso TE AMO MAMÃE.
Ah o Diogo mandou um beijão e ele vem amanhã te ver. Acho que a senhora vai ter muita companhia, pois os seus amigos da igreja vai querer vir aqui.
Você mãe é a flor mais linda que Deus criou e embeleza meu jardim.
Não sei se vou estar aqui quando você chegar, então, qualquer coisa me liga.
Beijos Te amo muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito.

É claro né mãe, que no final do bilhete tinha sua letra com anotações de telefone de uma pessoa que nem sei quem é. Coisa da Dona Marta, rabiscar tudo, até documentos importantes. Não faz mal. Isso faz eu ter certeza que você sempre lia esse simples bilhete, por isso quando você precisou de um pedacinho de papel para escrever, não hesitou e usou a pequena folha.
Queria sentir a mesma coisa daquele dia. Saber que você logo voltaria. Que eu iria ouvir você de novo. Que seu sorriso não seria uma doce lembrança mais um acontecimento real.  Queria poder reclamar quando você me chamava de barrigudinha na frente do povo. Ah você faz falta. Sinto uma necessidade louca de falar com você. Quando eu vejo a família reunida, não aguento e entro no banheiro para fazer as perguntas de sempre, PORQUE VOCÊ TINHA QUE MORRER? PORQUE VOCÊ NÃO ESTA AQUI COM A GENTE? TUDO ISSO É MUITO INJUSTO.
É nessas horas que olho para sua foto e vejo seu lindo e largo sorriso pra mim. Parece que você me ouviu e fala. “calma filha, UM DIA a gente vai se ver novamente. Esse dia vai chegar logo.  Mantenha a calma e tenha paciência”.
Desculpa mãe, mais eu espero ansiosa por esse dia. TE AMO. 

sábado, 10 de novembro de 2012

ODISSÉIA



Meu CORPO não aguentou o trabalho exaustivo e se rompeu. A força que cada órgão teve que exercer foi maior do que ele suportava. Fiquei em pedaços. Sinto que um cirurgião veio e tentou consertá-lo, tentou colocar as partes no lugar... Não sei, mas alguma coisa lá dentro ainda não funciona bem, algo está errado.
O quebra cabeça da minha vida ainda não se completou. Falta equilíbrio. Meus sentimentos estão aflorados. Meus medos e insegurança duplicaram. Sinto que meu EU se perdeu. Estou parada em uma esquina, esperando a vida me dar uma dica por onde começar. Tudo esta se movendo de vagar, é preciso fazer uma Odisséia interior. Se reencontrar. Seguir em frente. Recomeçar. Achar o caminho. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

SOMOS A NOVA GERAÇÃO DA F.F.F.

Hellrison, Dagliany, Evellin, Juliane, Naiara, eu e o Diogo
Diogo (Maridão), as primas Juliane, Dagliany,
 Evellin, Patrícia, e meu priminho Kalyl e eu.

Tem pessoas que te faz feliz simplesmente por existir. Nem sempre estão perto de você, mais nunca abandona seu coração. Crescemos juntos, alguns você até carregou no colo, você os entende. Eles sabem o que te faz feliz, sabem também te magoar. Eles desvendam seu coração e consegue te definir em uma palavra. Irmãos?! As vezes eles são mesmo, mais esses que eu estou falando são conhecidos normalmente como PRIMOS.    
A relação chega a ser tão intensa que você chega a carregar marcas. Cicatrizes de uma mordida no rosto, no braço, na bunda, na perna... E assim vai, cada um ficou com uma lembrancinha cravada na pele que eu deixei e algumas que eles deixaram.
Não importa o grau de parentesco, se é primo de primeiro grau ou terceiro. Somos amigos, somos todos parte da F.F.F. (Família Feiura Feliz).    

Diogo, Wesley e eu

Neidiane, Deise e Pedro, Diogo e Eu.

Pablo, Rayssa, eu e o Diogo


Wellington, Viviane, Wanderson, Tia Izabel, Eu e o Diogo.

OBS: Tenho muito mais primos do que essas fotos podem mostrar.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

LEVAR (OU FICAR PERTO DE) FLORES?!


Hoje eu não comprei nenhuma flor para levar no túmulo da minha mãe, resolvi ficar perto de flores. Achei que o dia teria mais significado se o usasse de uma forma prazerosa, acho que ela iria gostar de ver, se o pudesse.
Nunca foi o costume na família levar flores para os nossos parentes falecidos. Usávamos esse dia para celebrar a vida. Para agradecer a Deus por mais um dia. Para ficar em família. Saudades de quem se foi sempre vai existir, meu coração é repleto delas. Eu sinto saudades todos os dias, não só hoje.  
Não vejo significado em ir ao cemitério, ver um túmulo frio. Minha mãe não vai me ver, não vai me ouvir, não vai saber que estou  visitando o que ainda restou dela ali. Prefiro ficar com minhas lembranças. Lembrar que ela era especial e que sempre gostava de aproveitar o tempo com a família. Que quando meu pai precisava ir a qualquer lugar ela sempre estava junto, como uma só carne. Até certa idade eu também os acompanhava.
Foi assim que passei o dia, passei de um jeito ou de outro entre família. PERTO DA NATUREZA.