quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Bíblia Dela

Existem coisas que não entendemos e outras que esquecemos. Tenho medo mais do que esquecemos do que as que não entendemos. Deixa eu tentar explicar melhor.
O que você esqueceu se foi, passou, é difícil lembrar, a chance é pequena, porém existe. Entretanto o que você não entendeu, uma hora ou outra as peças do quebra cabeça se encaixarão, e tudo começara a fazer sentido. Neste segundo caso o tempo é seu aliado, diferente do primeiro caso que o tempo se torna seu maior inimigo.
Não quero esquecer de muita coisa, de pessoas, de momentos, da minha mãe. Existe uma luta para manter a memória do passado, para manter as histórias. Lembrar muitas vezes se torna embasado. É preciso muitas vezes de uma ajuda, de um estimulo.
Neste meu tempo de blogueira, criei o hábito de escrever para não esquecer. Tudo que lembro da minha mãe escrevo aqui. A cada dia catálogo momentos diversos. A necessidade de juntar coisas que me levam ao passado, junto com ela se tornou algo necessário.
Neste domingo, meu pai veio me presentear com uma coisa que era dela, a sua Bíblia. Fiquei muito feliz por receber. A Bíblia dela esta toda grifada, cheia de anotações, adesivos e fotos. Imagina o que aconteceu ao colocá-la em minhas mãos? Um turbilhão de emoções e momentos vividos ao lado dela ressurgiram, como em um filme.  
Lembrei dos cultos familiares, dela sentada na cama, com seu óculos de leitura na ponta do nariz, uma caneca de chá do lado e a Bíblia nas mãos. Recordei também que sempre que precisava marcar um texto ela recorria a mim, pedindo caneta, marta texto ou lápis de cor.
Voltei ao passado, no dia em que cada foto foi colada, e consegui lembrar também do dia que ela colou um dos adesivos, lembro de ter dado para ela o adesivo da doação de sangue, na época que era diretora jovem na igreja. 
Lembrar de tudo isso me deixou muito radiante. Recordar se tornou a forma de viver o presente e não me esquecer do futuro.

Beijo Grande! 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Zona de Conforto


Fiquei bastante tempo sem postar aqui. Sabe o motivo? Você pode ter pensado, ela vai falar, falta de tempo? Não. Sinceramente, não. Fiquei horas pensando o motivo exato, e não vinha nada que soava plausível. Parecia que eu só tinha perdido a vontade de escrever, sem motivos. Porém essa semana uma amiga me alertou, que sempre tem um motivo. No meu caso, tinha sim um motivo, demorei para aceitar, mas ele estava lá, crescendo a cada dia. Minha zona de conforto.
"Na psicologia, a zona de conforto é uma série de ações, pensamentos e/ou comportamentos que uma pessoa está acostumada a ter e que não causam nenhum tipo de medo, ansiedade ou risco. Nessa condição a pessoa realiza um determinado número de comportamentos que lhe dá um desempenho constante, porém limitado e com uma sensação de segurança".¹
Estava vivendo dentro do meu casulo. Olhando agora, deixei esse casulo passar do tempo de ser quebrado, ele ficou duro, e cada dia que luto para sair, sinto que estou fraca. Minha "musculatura" esta atrofiada. 


Adoro pensar sobre viagens no tempo, como seria interessante e perturbadora ao mesmo tempo. Pensando nesta carta do Calvin, sera que diria para mim SUA SORTUDA DE UMA FIGA? Com toda certeza vivendo nesta improdutividade, não. 
Ainda bem que temos amigos que abrem nossos olhos, que nos ajuda sempre. E agora, consciente do meu estado, tenho duas opções claras, ficar como estou e futuramente olhar o passado e me decepcionar ou tentar arrumar meios de atingir meus objetivos, para poder dizer, sua sortuda de uma figa.



Beijo Grande!



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¹http://pt.wikipedia.org/wiki/Zona_de_conforto